A dívida pública de Portugal atingirá em 2012, 90,7% do PIB, isto nas previsões mais optimistas. Ou seja, a quase totalidade do que é produzido será para pagar os nossos calotes. Entretanto todos os dias são necessários 30 milhões de Euros para amortizar essa mesma dívida. O número pago por nós anualmente é astronómico, qualquer coisa como 10.950.000.000 de Euros. Não sou economista, mas estes números assustam-me e devem merecer de todos não reflexão mas MEDO.
Os responsáveis pela situação, estão ai, andam por ai, fazem-de-nos crer que está tudo controlado, para não nos preocuparmos, “eles” sabem o que estão a fazer.
Mas todos sabemos que não é assim, basta verificar os aumentos que se avizinham, o aperto de cinto que é (sempre foi) só para os mesmos de sempre, ou seja, NÓS.
Enquanto o governo se prepara para cortar na saúde e na educação, bases fundamentais de desenvolvimento de um Povo, para não falar no aumento de impostos directos e indirectos que vai afectar como sempre o trabalhador, o desempregado, o precário, o pensionista e o reformado pobre (também há reformados ricos), o grande capital começando na banca e seguradoras, terminando nos exploradores, vai ficando cada vez com maior magem de manobra para fazer o que quer, despedindo a seu belo prazer, fazendo gato-sapato dos governantes, ameaçando-os com mais encerramentos de unidades industriais ou comerciais.
O sistema actual entrou em falência, já não serve, os modelos de actuação esgotaram-se, há que encontrar alternativas, elas existem, basta o Povo manter-se firme e lutar sempre pelas suas ideias e ideais, manter-se organizado e vigilante.







